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Património Militar

Ruínas do Forte e Bateria de Burgau - Budens

 

Atualmente em ruínas, esta fortificação do Século  XVII foi, provavelmente, construída no reinado de D. João IV. Com a devastação provocada pela ação do Terramoto de 1 de Novembro de 1755, o pequeno Forte deu lugar a uma Bateria que, tal como aconteceu com grande parte das fortificações costeiras do Algarve, perdeu a operacionalidade a partir de 1834, data em que terminou a 1.ª Guerra Civil Portuguesa (1832-34). As suas ruínas situam-se no alto da falésia que limita a praia a Nascente, na Rua da Fortaleza.

 

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Ruínas do Forte de São Luís de Almádena - Boca do Rio, Budens

 

A relação da Boca do Rio com o mar recua aos tempos da ocupação romana. Aqui floresceu uma importante exploração de recursos marinhos, dotada de uma estrutura portuária e de edifícios residenciais.

A partir do Século XVI aqui funcionou uma armação de pesca de atum, a Almadrava de Almádena, que atraiu gentes de fora.

Uma vez que os ataques de piratas e corsários norte-africanos foram intensos nesta zona, em 1632 (reinado de Filipe III) D. Luís de Sousa, Conde do Prado, Governador e Capitão-General do Reino do Algarve, mandou construir o Forte de São Luís de Almádena para defesa da armação de pesca de atum. Era composta pelas muralhas, fosso, porta de armas, aquartelamentos e baterias (alta e baixa). Teve uma existência militar até 1861, ano em que se encontrava abandonada.

 

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Ruínas do Forte de Vera Cruz da Figueira - Praia da Figueira, Budens

 

As suas ruínas situam-se no alto da falésia que limita a Oriente a Praia da Figueira.

É apontada como uma das estruturas defensivas edificadas, nesta zona, em data posterior a 1640, possivelmente durante o reinado de D. João IV. Possuía, além dos aquartelamentos, duas Baterias (uma alta e uma baixa), onde estava assente a sua artilharia, normalmente composta por 4 bocas-de-fogo. Nas suas imediações, ocorreu um desembarque de piratas ou corsários norte-africanos, na noite de 04 de Maio de 1670. O seu objetivo era saquear a aldeia da Figueira, mas o grupo atacante foi desbaratado pelos habitantes, liderados pelo Capitão Afonso Telo.

 

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Torre de Aspa - Vila do Bispo

 

É mencionada nos finais do Século XVI, desconhecendo-se, no entanto, a data certa da sua construção. 

Tratava-se de uma Torre de vigilância que tinha por finalidade controlar a navegação e os possíveis ataques vindos do mar. Nos nossos dias, não existem vestígios dessa Atalaia, que se situava sob o atual Marco Geodésico de Torre de Aspa (Vila do Bispo) que assinala o ponto mais alto da Costa Algarvia (156 metros de Altitude).

 

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Ruínas do Forte e da Bateria do Zavial - Ponta da Fisga, Raposeira

 

A Oriente da Praia da Ingrina, na Ponta da Fisga, encontram-se as ruínas de duas construções militares: as do Forte de Santo Inácio do Zavial (num rochedo ilhado) e as da Bateria do Zavial. 

A Fortaleza foi construída entre 1630 e 1633, data em que governou o Algarve D. Luís de Sousa, Conde do Prado. Tendo sido destruída pala ação do Terramoto de 1 de Novembro de 1755, em seu lugar foi construída, na Ponta da Fisga, uma Bateria, dotada de um pequeno aquartelamento, para defesa da armação de pesca de atum que aqui existiu e, também, para defesa desta zona costeira.

 

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Forte de S. Vicente - Cabo de São Vicente, Sagres

 

O Cabo de S. Vicente constitui o extremo Sudoeste de Portugal e da Europa. Foi desde tempos bastante recuados, um ponto de referência importante para as diversas rotas marítimas, que aqui se cruzavam. No entanto, o local atraiu também muitos peregrinos.

Em 1516, o Bispo de Silves, D. Fernando Coutinho mandou edificar neste local um mosteiro, que anos mais tarde foi administrado por religiosos Franciscanos.

Para proteger o convento e os inúmeros romeiros que o procuravam foi mandada construir, também, uma fortificação.

Em 1846, o espaço do antigo convento foi reconvertido em Farol.

Hoje, o Farol do Cabo de S. Vicente é considerado como um dos faróis de maior alcance a nível Europeu, com clarões rotativos com um feixe luminoso que pode ser visível a 32 milhas, dispondo ainda de um sinal sonoro.

 

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Fortaleza de Sagres

 

Sagres herdou o nome do antigo Promontório Sacro, forma por que era conhecida a extremidade sudoeste do Barlavento Algarvio e em especial toda a zona do Cabo de São Vicente nos tempos da Antiguidade. Houve a crença de que era aqui que os deuses se reuniam durante a noite, vindo gente de muito longe para realizar vários rituais. Autores antigos referem este local como um dos que estiveram ligados aos cultos de Saturno e de Hércules.

A construção de uma fortaleza no Cabo de Sagres iniciou-se a partir de 1443, ano em que D. Henrique, filho do Rei D. João I, recebeu da parte do seu sobrinho, D. Afonso V, os territórios em redor do Cabo de São Vicente, para aqui edificar uma Vila, destinada a prestar apoio à navegação que cruzava estas águas.

A Fortificação conheceu importantes obras nos Séculos XVI e XVII. Dispunha de 3 Baterias, onde se encontrava a sua artilharia: 1 voltada a Este (Enseada da Mareta), 1 voltada a Oeste (Enseada do Beliche) e 1 na extremidade Sul, conhecida por “Bateria da Ponta”. O seu aspeto estrutural e configuração atual é resultado da última campanha de obras, ocorrida em 1793, durante o reinado de D. Maria I.

 

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Ruínas do Forte da Baleeira - Sagres

 

Este Forte apresentava uma forma triangular, cujo lado maior se estendia ao longo da falésia voltada para o atual Porto de Pesca da Baleeira. Construído durante o Século XVI, tinha como principal função controlar a zona de um possível desembarque e proteger os pescadores que ali trabalhavam na armação de pesca. Teve por invocação Nossa Senhora da Guia.

Foi uma das fortificações atacadas e destruídas pelo corsário inglês Francis Drake, durante a sua investida na região, em 1587. Em maio de 1620, este pequeno forte foi cercado por corsários turcos, que foram desbaratados pela sua guarnição e por reforços chegados de Lagos.

Encontra-se atualmente em ruínas.

 

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Forte do Beliche - Cabo de S. Vicente, Sagres

 

Este forte consagrado a Santo António, foi construído durante o Século XVI, mas em data anterior a 1587, uma vez que se encontra desenhado no mapa desta região aquando do ataque realizado por Francis Drake. Tinha como função controlar uma zona de possível desembarque e proteger os pescadores que ali trabalhavam numa armação de pesca de atum.

 No interior, existe uma Capela cujo orago é Santa Catarina.

A entrada do forte ostenta um Escudo com as Armas de Reais e uma inscrição datada de 1632, que faz referência à reconstrução do forte nesse mesmo ano às ordens do Conde do Prado, D. Luís de Sousa, Governador e Capitão-General do Reino do Algarve.

Conhecendo a ruína, o abandono e a sua venda a particulares, a antiga fortificação sofreu importantes obras em meados do Século XX, que a transformaram numa unidade hoteleira de apoio à Pousada de Sagres.

Hoje, administrado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, o espaço é palco de vários eventos, dos quais merece destaque o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres, que tem lugar, anualmente, no 1.º fim-de-semana de outubro.

 

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